Labuta


Fazer este trabalho de campo foi muito interessante para o grupo, por meio dele vivenciamos de perto essa realidade e a partir disso, passamos a compreender um pouco mais sobre esse "universo".

Pela entrevistas dadas, percebemos a diversidade de mulheres que procuram a prostituição como atividade econômica, tendo em vista ser uma boa ou talvez uma única opção. Além dos inúmeros motivos que levaram essas garotas à procurar essa atividade, percebemos também a diversidade de identidades no interior do universo das prostitutas.

Concluímos que, este contato com o "outro" nos trouxe mais experiência e maturidade sobre a vida, que no caso dessas garotas não imaginavámos ser tão complicada.

Esperamos que, por meio deste blog, conseguimos despertar na sociedade a "sensibilidade" para poder compreender e, consequentemente refletir sobre a atividade dessas garotas, pois acima de tudo são humanas e dignas de muito respeito.

Obrigado a todos pelos comentários.

Keylla Fonseca, Priscila Prata, Fábio Suarez, Henrique Luppi.

 



Escrito por Keylla Fonseca às 12h23
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Ontem, através do MSN coloquei alguns assuntos em dia com uma grande amiga. Contei a ela sobre o "Trabalho de Campo" que estava desenvolvendo na Faculdade e, para minha surpresa, ela estava conversando ao mesmo tempo com uma outra pessoa que coincidentemente era o tema da minha pesquisa. Aproveitando esse "gancho", pedir à minha amiga que explicasse a essa pessoa sobre meu estudo e se era possível me ajudar, bastava a ela responder algumas perguntas. Para meu espanto, a "Garota" topou em responder, sem nenhum problema.

Segue então, entrevista com essa "Garota de Programa".

Idade? 23 Anos.

Como começou? Comecei no mesmo período em que fui despedida do emprego e havia passado no vestibular. Uma amiga tinha amigos de boa situação financeira e que eram bem interessados por mim. Daí, eu comecei a sair com um deles e sempre reclamava de grana. Ele falou que podia pagar minha faculdade, desde que eu ficasse com ele. Namorei por seis meses com essa pessoa e quando terminei meu namoro, conheci meninas dentro da faculdade que faziam programas... Daí,comecei verdadeiramente o meu "trabalho".

Há quanto tempo trabalha nessa atividade? Carga horária diária de trabalho e preço? Há quatro anos, toda quarta me encontro com um empresário no horário de almoço e fico com ele por 2 horas com um cachê de 300 reais, sexta à noite fico com um colega de faculdade (passo a noite com ele por 500 reais) e aos sábados ou domingos viajo com pessoas importantes da alta sociedade do meio artístico, esportivo e político, pelo preço entre 1000 e 2000 reais, dentre eles, homens, mulheres e até mesmo casais. Seria um acompanhamento com duração de no máximo 24hs por esse preço.

Gosta do faz e por quê? Com os meus clientes fixos eu adoro. É como se fosse ficar assim como uma mulher normal sai pra se divertir e "fica" com um cara, assim me sinto com eles. No começo eu me sentia mal fazendo, mas hoje em dia me dei ao luxo de poder escolher meus clientes e, me acomodei com um certo padrão de vida no qual acharei praticamente impossível segui-lo ao largar tal "profissão".

Quais os motivos que a levou seguir esse caminho? O primeiro motivo - eu engravidei aos 17 anos e minha família não tinha condições de criar minha filha (são de outro estado); Segundo motivo - fiquei desempregada e precisava iniciar minha faculdade. O meu curso no período atual me "come" em média 1.400 reais mensais, incluindo gastos com alimentação, combustível para o meu veículo, etc...

Comportamento mais freqüente dos clientes e suas preferências? Quanto ao comportamento, hoje em dia me deixa surpresa. Sou apresentada aos amigos de alguns como namorada. Alguns chegam a me pagar apenas pra ficar ao lado deles como acompanhante ou de mãos dadas em algum tipo de evento ou reunião no qual não é muito necessário sigilo por parte deles. Em relação ao que gostam no ato sexual, eles gostam do ato oral e também sexo anal (este normalmente se acresce em torno de 100% no valor de meu cachê).

Qual o lugar onde prefere o encontro? Eu prefiro em flats, motéis ou hotéis, mas às vezes vamos a sítios, fazendas, etc...

Já houve algum desrespeito? Que atitude tomou? Uma vez, um cliente se drogou e se embebedou e quis me agredir. Eu estava com meu carro, falei que ia ao banheiro e voltaria pra ele me bater bem gostoso. Peguei o valor do meu cachê na carteira dele e fui embora. Causou-me temor, pois ele era muito alto e forte.

Já pensou em parar? Quando comecei, jurei por tudo que ia parar assim que conseguisse outro emprego, mas hoje tenho um padrão de vida no qual acho impossível segui-lo caso saia dessa vida. Como disse acima: hoje tenho clientes legais e interessantes. É como se eu fosse solteira e estivesse saindo com vários homens apenas para curtir só que recebendo por isso.

Já houve algum envolvimento sério com algum cliente? Temos que ser profissionais, mas o meu primeiro namorado era praticamente meu cliente. Gostei dele por 4 meses e fiquei mais 2 meses praticamente por interesse financeiro até que tive a coragem de terminar com ele.

A família sabe? Apóia? Minha família não sabe, pois eles moram no Rio de Janeiro. Meus pais sabem que sou universitária e acham que trabalho em um escritório em Belo-Horizonte com um bom salário.

Situação financeira melhorou após escolher essa profissão? Compensa? Compensa e muito. Na época quando fui despedida de onde trabalhava eu tinha uma renda mensal de 700 reais. Não daria pra eu pagar minha faculdade. Hoje moro em um apartamento que é meu e dependendo do mês eu consigo faturar em torno de 5 a 7 mil reais mensais.

O que você acha do que faz, gostaria de estar fazendo alguma outra coisa? Quais seus objetivos de vida. Planos para o futuro? você está satisfeita com sua vida? Bom, quanto ao que faço, eu imagino ser uma profissão normal tendo em vista que não se trata de crime, onde muitas mulheres fazem assim como eu, porém não cobram, e, o que é combinado não é caro. Tive a sorte de ter uma aparência razoavelmente agradável, procuro me cuidar pra mantê-la e creio que se um dia eu sair dessa vida será para me casar com algum cliente ou um homem que consiga manter esse meu padrão (financeiro) de vida. Sempre fui uma mulher de namoro muito pouco duradouro e sexualmente muito intenso. Adoro sexo! Se eu não cobrasse por isso, acho que faria da mesma forma ou até mais. Eu imaginava ser uma advogada ou juiz de direito. Estou cursando essa área, mas acho que não a seguirei de maneira tão profissional como tenho seguido a de "acompanhante de executivos" e "garota de programa". Quanto aos objetivos de vida, tenho uma filha para criar, ela é minha vida e por ela, tudo farei. Não sei se um dia ela saberá o que sou ou o que fui, mas muito do que fiz e faço é visando uma boa vida para ela. Quanto ao futuro, espero ter uma família, um marido, um cachorro, um papagaio etc... Sou uma pessoa normal. Satisfeita com a vida? Não, mas acomodada e aceitando como ela está por eu poder pagar minha faculdade, viver bem e manter minha família em um bom padrão de vida. Beijinhos, Dani.



Escrito por Fabio Suarez às 15h29
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Entrevista realizadas no dia 19/05 com garotas de programa da rua Guaicurus - Centro de BH

O cheiro de perfume barato, a música alta (na grande maioria Funk) e o constante movimento dos clientes são coisas comuns de se ver nos chamados "hotéis" onde essas garotas trabalham.
Uma coisa ficou clara durante a nossa pesquisa de campo: A forma como nós as abordávamos fazia toda a diferença. No início, muitas delas se mostravam surpresas pelo fato de estarem sendo tratadas com mais educação; coisa que não se vê todo dia nessa profissão.

Entre os 4 depoimentos que conseguimos colher, um em especial nos chamou a atenção.


Ficha pessoal

Nome: Michelle    Idade: 20 anos
Local de trabalho: Hotel Catete
 
Em entrevista ao nosso grupo, Michelle nos contou todos os fatos que a levaram a se prostituir.

Ela relata que tudo começou quando engravidou em sua primeira relação sexual e foi expulsa de casa pelos pais. O pai da criança viajou para o exterior na época de sua gravidez.

Desamparada, com uma filha recém-nascida, sem nenhuma experiência no mercado de trabalho e com apenas 15 anos de idade ela viu como única alternativa a prostituição.

Michelle cumpre uma carga horária de trabalho de até 15 horas diárias, saindo do hotel apenas no horário de almoço.

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Grupo: Você gosta desta dessa profissão? Por quê?
Michelle: Não, nunca gostei. Porque rola muito preconceito com as meninas. Não só por parte dos clientes, mas pelo estereótipo que é passado pra sociedade. Dá a entender que a gente ta cometendo algum crime; que nós não somos seres humanos e merecemos respeito.

Grupo: Que motivos a levaram a seguir este caminho?
Michelle: Falta de oportunidade. No início foi muito difícil. Tinha uma filha recém-nascida pra criar e não tinha nenhuma experiência por conta da minha idade. Isso foi a única coisa que me restou fazer.

Grupo: Quais os comportamentos mais freqüentes por parte dos clientes?
Michelle: Alguns clientes procuram sexo sem camisinha, outros vêm só pra conversar. Mas a grande maioria só quer sexo mesmo; paga e vai embora.

Grupo: Você trabalha somente no quarto ou em boates, nas ruas? Qual prefere? Por quê?
Michelle: Já trabalhei em boates, mas eu prefiro mesmo é o quarto. Até porque no quarto é mais sossegado e a gente tem mais garantia de conseguir um dinheirinho a mais.

Grupo: Já houve algum tipo de desrespeito por parte dos clientes, cafetões ou donos de boates? Que atitude vocês costumam tomar?
Michelle: Nós éramos instruídas pelo gerente da boate a consumirmos bebidas com o cliente. Nem que para isso tivéssemos que ir ao banheiro vomitar só para continuar bebendo.
Uma vez um homem pediu que eu fosse amarrada e que fingisse ser a sua filha de 6 anos para poder transar comigo fantasiando com ela. Lógico que não aceitei.

Grupo: Já pensou em parar?
Michelle: Sempre. Só não parei ainda por falta de oportunidade. Sei também que não vou conseguir um emprego que consiga manter o nível de vida que tenho hoje.

Grupo: Já houve algum tipo de envolvimento com o cliente?
Michelle: Conheci um rapaz em uma boate. Como ele era de outra cidade, ele achava que eu tinha largado a profissão. Mas no tempo em que ele viajava, eu me prostituía. Eu mesma quis terminar com ele por medo de magoá-lo.

Grupo: A família sabe? Apóia?
Michelle: Desde que fui expulsa de casa, minha família sabe, mas não se importa com o que venha a acontecer comigo. Eu também não to nem ai pra eles.

Grupo: Já apareceu algum conhecido?
Michelle: Uma vez apareceu um primo meu. Eu fiquei muito encabulada. Só conversamos, mas não rolou nada.

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OBS.: Michele é uma mulher extremamente simpática, muito bonita e de boa dicção. Em muitos momentos de nossa conversa, se mostrou tímida, apesar de estar na minha frente somente de calcinha, deitada na cama.

Durante os cinco anos de profissão, possui um apartamento no bairro Floresta, uma Blazer 2003, dois terrenos. Sua filha de cinco anos estuda em colégio particular, tem babá, faz balé e natação.



Escrito por Fabio Suarez às 08h17
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Entrevista concebida por uma "Garota de Programa".

Ficha Pessoal

Nome: Fátima        Idade: 43 anos       

Moradia: Parque São João - Contagem/MG  

                                                                                                                                                                                                       Local de Trabalho: Casa de Massagem - Bairro Santa Cruz Industrial - Contagem/MG

 

Depoimento:

Fátima é uma mulher de 43 anos e há 07 segue essa profissão de "Garota de Programa", em uma casa de massagem. Segundo seu relato, atua nessa profissão por falta de um emprego melhor, que garanta a ela carteira assinada e outros benefícios como todo cidadão comum tem de direito. Tendo em vista que, este emprego era sua melhor opção não pensou duas vezes para entrar neste universo, pois ela tem um bebê de 01 ano e meio e precisa sustentá-lo sozinha. Fátima trabalha de terça à sábado, à partir das 20:00hs, não tem um horário certo para largar, pois depende do movimento do dia.

Segundo Fátima, os comportamentos dos clientes são inúmeros, nem sempre procuram a "casa" em busca de sexo, alguns procuram massagens, outros vão para ver os shows de stripe, beber com amigos e até mesmo para desabafarem. Na maioria das vezes, ela se depara com clientes grosseiros, rudes, que normalmente à agride com palavras desnecessárias, ela se sente muito ofendida, chora algumas vezes mas, logo retoma ao trabalho. Ela nos conta que, não teve problemas maiores de agressão e que nunca se envolvera com cliente, tudo fica por ali mesmo. Rindo, ela nos diz que quando volta para sua casa, ela se torna a "Dona Fátima", é como os vizinhos a conhecem.

A família sabe de seu trabalho, mas não a apoia, ela enfrenta assim mesmo, pois este é o único meio de sustento que possui. Ela enfatiza que todos os dias, ao entrar no local de trabalho pensa em seu filho que ficou em casa, e é por isso que ela se considera uma mulher forte, com a existência do filho ela passa por cima de tudo.

Antes de engravidar, Fátima diz ter ganho muito dinheiro com essa profissão, trabalhava de manhã, tarde e noite. Hoje com a chegada de seu filho, ela não abre mão de suas "tardes", para passar com seu filho. Ela afirma que, hoje em dia, este trabalho não está compensando muito para ela, seus custos aumentaram . A cada programa que faz por R$65,00, recebe a metade do dinheiro, a outra parte, fica no estabelecimento.  

Fátima termina dizendo que, pensa e sonha em sair dessa "vida", assim que arrumar um emprego digno.

 

Não percam os próximos fatos/relatos.

 



Escrito por Keylla Fonseca às 20h45
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Nota sobre o Trabalho de Campo feito por Maria Dulce Gaspar, 1985.

O seu interesse pelo tema em questão, surge quando sua amiga – Nádia - anuncia que estava fazendo “michê” (nome que define certo tipo de prostituição e refere-se também à própria “saída” com o cliente) para obter dinheiro. Durante o período de 20 dias a escritora, através do estreito contato com sua amiga, pôde realizar várias entrevistas que foram facilitadas e marcadas por todo o envolvimento anterior ao encontro, no qual resultou na aproximação com a organização da prostituição na Zona Sul do Rio de Janeiro. A partir daí, ela traçou um mapa das boates, hotéis e saunas freqüentados por prostitutas. Pôde também conhecer um pouco sobre o código desse grupo, tendo em vista que, para freqüentar esses lugares sem despertar atenção, ela deveria se comportar como se pertencesse àquele universo.

A princípio a autora enfoca seu estudo em prostitutas de camadas médias moradoras da Zona Sul, universitárias ou vendedoras das sofisticadas butiques da moda, filhas de profissionais liberais que em geral dispõem de carro(s), apartamento próprio etc... Entretanto, resolveu seguir o conselho de sua amiga Nádia, no qual dizia para percorrer boates que se encontravam na avenida Princesa Isabel e na rua Prado Júnior, em Copacabana, pois, existia por lá um maior número de mulheres para entrevistar. Copacabana passou a ser a sua fonte para realização de seu trabalho.

Através dos conselhos de Nádia, a autora adota várias maneiras/posturas para entrar e permanecer nesses estabelecimentos, deveria ir sem companhia masculina, sempre “bem vestida”, maquiada e “sem ares de família”. Desta forma, ela seria confundida com as garotas da boate, assim ela não pagaria entrada e teria uma ótima oportunidade de conversar com as mulheres que freqüentavam o local. Repetia essa experiência em várias boates, e encontrava sempre alguma garota que a ensinasse e incentivasse naquela atividade, pois resolveria “problemas econômicos”.

Em uma de suas idas às boates, a autora conhece Tânia, uma pessoa “privilegiada”, que fazia programas e shows eróticos como tantas outras, mas talvez fosse a única a possuir carteira assinada pela boate, o que indicava uma relação particular com atividade. Tânia passa a ser então, sua principal informante, pois ela sabia dos propósitos da Antropóloga e estava realmente disposta a ajudá-la, pois havia a sua predisposição em discursar sobre a prostituição.

Com a consolidação da amizade entre elas, à autora passa a freqüentar o apartamento de Tânia. Durante as visitas, Maria Dulce pôde fazer entrevistas mais detalhadas e até mesmo passou a compartilhar seus momentos de descanso e lazer.

Rodeada por aquele universo, a autora chama atenção sobre o perigo a que as garotas estão expostas, esse medo que as cercava se baseava na possibilidade de sofrerem maus-tratos dos clientes ou de não receberem o pagamento conforme combinado, ou até mesmo enfrentar problemas com a polícia. 

Com o objetivo de ampliar sua pesquisa, Maria Dulce decide alugar um apartamento próximo à Princesa Isabel, bem no local onde se concentrava as boates. Escolheu esse edifício, por saber que ali viviam algumas garotas. A partir desta “proximidade”, ela observava diariamente o comportamento, a maneira como vestiam e os locais por elas mais freqüentados. Sempre encontrava com as moradoras do prédio em butiques e lanchonetes e até mesmo na praia.

Conversando com o proprietário de seu apartamento, a autora conseguiu obter mais informações e locais de casas noturnas e teve a oportunidade de ser apresentada a uma garota chamada Lucilene, que havia freqüentado as boates apesar de na época trabalhar como cafetina. Lucilene tinha um apartamento preparado para receber casais, e algumas vezes também participava dos programas. Maria Dulce passa a conhecer as garotas que trabalhavam para ela, começou a observar a negociação dos preços e das práticas a serem executadas. Pôde também registrar a cafetina exigindo que seus clientes fossem bem atendidos, estabelecendo assim, uma boa relação entre garotas e fregueses. Também foi apresentada à Edina; casada, ex-prostituta, proprietária e gerente do american bar Edina´s.

Em resumo, a autora enfatiza as inúmeras dificuldades que encontrou ao elaborar sua pesquisa. Não fazer perguntas, era uma das exigências das garotas, pois as pessoas que interrogavam eram consideradas chatas, repórteres, que apenas querem publicar sensacionalismo, sem se importar com a preservação da entrevistada. Uma outra dificuldade encontrada pela autora, era estabelecer relações permanentes, pois as garotas associavam vários expedientes para conseguirem programas, era um sistema de rotatividade.

Para Maria Dulce, o que mais a interessava, não era apenas a relação das prostitutas que costumam ir às boates, mas também por ser uma fonte que mostra a diversidade das mulheres que procuravam na prostituição uma atividade econômica. Sendo muitas delas colegiais, universitárias, manequins, modelos e secretárias, sem que as aproximasse do estereotipo de “prostituta”.

 "O estudo de Maria Dulce Gaspar assume feição de ensaio pioneiro."
Revista Senhor



Escrito por Fabio Suarez às 08h08
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"SEMPRE ODIEI A PALAVRA PROSTITUTA, eu via aquela profissão sob um ângulo diferente. Para mim um termo como prostituta, com todo o peso que ele contém, deveria ser atribuído a outro tipo de mullher, aquelas que têm tudo, filhos exemplares, maridos generosos, fiéis, e que são tidas em alta conta pela sociedade. Senhoras finas e entediadas que, durante tardes ociosas ou nas férias dos filhos, enganam os maridos pela simples vontade de fazer sexo com outro homem. Prostitutas, em meu modo de pensar, são as que se casam por interesse e que adoram provocar os homens, fazendo o jogo da sedução com homens casados e carregando dentro de si sentimentos de inferioridade".

Capa

Trecho do livro de Sônia, com pseudônimo de Mariana Brasil  (leia mais)



Escrito por Fabio Suarez às 22h05
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Garotas de programa, prostitutas, entre outros tantos adjetivos, são rótulos atribuidos àquelas que têm uma prática sexual com contornos bem definidos: pessoas que alugam seus corpos a preços variados em função o uso que dele será feito. Entretanto, essas qualificações pouco nos informam das motivações que levam essas garotas a engajarem-se nesta forma de sexualidade.
Texto na íntegra

Esses e outros fatos/relatos farão parte das discussões do nosso trabalho de compo.



Escrito por Fabio Suarez às 21h42
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Este blog foi criado com o objetivo de apresentar o trabalho de campo sobre o tema "Prostitutas", proposto pelas disciplinas Novas Mídias e Antropologia Cultural do Centro Universitário UNA - BH/MG

Escrito por Fabio Suarez às 21h36
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Sobre o blog
Este é um blog de alunos das disciplinas Novas Mídias e Antropologia Cultural do curso de Comunicação do Centro Universitário UNA, em BH/MG. Foi criado para apresentar um trabalho de campo sobre o tema Prostitutas.

Paralela aos blogs, foi criada uma lista de discussão da sala para debater conceitos relativos a Antropologia.Este grupo é formado por Fábio Suarez, Pri Prata, Keylla Mattos< Henrique Luppi e Carolina Alves.

Para mais informações sobre o projeto, contate os professores Carlos d´Andréa ( carlosfbd@una.br- Novas Mídias) e Wânia Maria (wania.maria@superig.com.br - Antropologia Cultural).